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Por: Gisela Lourenço

Vítor Pereira, 24 anos é defesa no Grupo Desportivo de Chaves há duas épocas consecutivas. É natural da cidade flaviense e tem como hobbies ver televisão, filmes e jogar PlayStation.

Gisela Lourenço: Porque escolheu ser jogador de futebol? E quando é que sentiu que era mesmo isso que queria fazer?

Vítor Pereira: Escolhi ser jogador porque desde pequeno fui incentivado pelo meu pai, que me levava a ver os jogos do Chaves. Tinha 10 anos quando comecei a jogar futebol nos infantis do Flaviense e a partir desse momento as coisas começaram-me a correr bem, se calhar foi aí que senti que gostava daquilo que fazia e, então, decidi ser jogador de futebol.

G.L: Caso não fosse jogador de futebol, que profissão gostaria de ter?

V.P: Sou licenciado em Enfermagem, mas não exerço, por isso à partida seria enfermeiro. Mas também gostava de ser professor de Educação Física, apesar de não ter muito jeito para ensinar outras modalidades que não sejam o futebol.

Continuar a ler a entrevista: aqui.

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Por: Rui Moura Pinto

Tenho visto ultimamente na comunicação social Britânica e não só, cheias e mais cheias, floods e mais floods. Não se fala de outra coisa. Os Brit’s mais velhos dizem que nunca em toda a sua longa existência tinham visto umas floods assim. Ele é a água dos rios a passar por cima das pontes, ele é àgua pelas ruas, ele é àgua dentro das casas, ele é água por todo o lado.

Toda a gente está habituada a ver cheias nos países do terceiro mundo. A desgraça, a tragédia, o horror. Os países pobres não têm meios para combater as cheias. Na jóia da coroa há bombeiros profissionais, há ambulâncias topo de gama, carros de bombeiros topo de gama, equipamento do melhor, tecnologia de ponta, helicópteros, progresso, a civilização, o primeiro mundo. Pois de nada serve. Não há civilização que tenha mais força do que a força da natureza. E vemos a Britain a afundar. O país onde despoletou a indústria a ser engolido pela água como qualquer país do terceiro mundo. Vemos a nata da humanidade, loirinha e branquinha a soçobrar às forças da natureza como qualquer pretinho ou amarelinho.

Ler crónica completa: aqui.

Por: Rafaela Ribeiro

José Luís Louzada, 49 anos, Engenheiro e professor do departamento Florestal da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro foi coordenador na investigação do método de datação de árvores até aos 3 mil anos em parceria com a empresa privada Oliveiras Milenares. Trata-se de um modelo inovador e único mundialmente, que tem como ponto de diferenciação não colocar em risco a sanidade das árvores.

Segundo o docente da UTAD, é um “modelo matemático que permite estimar a idade em função dos parâmetros dendométricos das árvores como o diâmetro, o raio, o perímetro, a altura, etc.” Desta forma é possível “datar as árvores através de um processo não destrutivo, fácil de aplicar no terreno, extremamente rápido e sem o uso de métodos muito complexos e tecnológicos, basta uma fita métrica e um computador para a realização da datação da idade”.

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Por: Tiago Mendes

Melhor remédio para esquecer a crise neste Natal parece ser… gastar dinheiro em prendas

Natal. Em tempos não muito remotos, este era o dia em que os portugueses tinham como tradição celebrar o nascimento de Jesus Cristo. As festividades começavam a 24 de Dezembro, com a noite de consoada. A família reunia-se para uma ceia especial, ia à igreja para ver o presépio e participar na missa do galo, beijava a figura do Menino Jesus e, no regresso, as crianças colocavam o sapatinho debaixo da chaminé, na esperança que o Menino lhes trouxesse um bom presente enquanto dormiam.

Actualmente, as festividades começam meses antes do dia de Natal. A figura imaculada de Jesus recém-nascido foi substituída por um velho e bonacheirão Pai Natal, que se veste de “encarnado coca-cola”. Ele vem do Pólo Norte para entregar às crianças os presentes que elas lhe pediram quando se sentaram no seu colo, junto a uma gigantesca árvore de Natal de um shopping. Tem sido assim desde que os portugueses ganharam poder de compra e se converteram aos mandamentos do consumismo para darem largas a uma nova espécie de potlatch, em que se oferece os melhores presentes, na expectativa de uma retribuição à altura.

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Por: Joana Vieira
 
2009 foi um ano negro para os incêndios em Portugal. Os dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) indicam que o número de área ardida supera a dos últimos quatro anos. Em território nacional, e até Setembro, arderam cerca de 77 mil hectares, sendo que 72 por cento se refere a matos, o que significa que houve um menor impacto sobre a floresta. Paulo Fernandes é investigador e elemento do Grupo de Fogos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e integra um estudo internacional sobre a resistência de algumas espécies de pinheiros aos fogos. Com a duração de quatro anos, o estudo caminha para o seu fim, mas o balanço é “positivo”. Paulo Fernandes acredita que se houver uma maior consciencialização por parte das pessoas na limpeza dos matos ou florestas luta-se para que o verde do país não se torne cinza. Com um financiamento por parte da Comissão Europeia que ronda os 12 milhões de euros e co-coordenado pelo Departamento Florestal da UTAD, este projecto insere-se numa “filosofia de abordagem” diferente e com um carácter singular, o uso do fogo no combate aos incêndios. 

Ler Entrevista AQUI

 

 

Por: Marisa Fernandes

15/01/2009 

Como cidadã deste país e membro de um futuro que se avizinha sombrio sinto-me no direito de expor a minha opinião acerca do estado deste nosso país. Em primeiro lugar, questiono-me acerca das tão polémicas obras públicas que muito têm dado que falar mas que nunca se chega a nenhuma conclusão. Não digo com isto que se deva esquecer o interior que há muito necessitava de acessos apenas agora projectados ou construídos, falo de um TGV, ou de uma OTA… Será mesmo necessário “deitar abaixo” o dinheiro do Estado em obras que, na minha singela opinião, não são de extrema importância (já temos três aeroportos)?

Uma boa forma de conseguir a maioria absoluta (que tanto quer) não será satisfazer as verdadeiras necessidades dos seus compatriotas?

Começando talvez pelas realidades que o senhor não vê, pois quando sai à rua o país praticamente pára para que não lhe falte nada e não tenha contacto com o verdadeiro Portugal. Por todo o país existem pessoas a receber subsídios; será que todas essas pessoas necessitam mesmo desses subsídios? É verdade que existe desemprego mas também é verdade que existe pessoas para quem o conforto do lar e o dinheiro dos contribuintes ao fim do mês é a melhor forma de viver. E os empréstimos a fundo perdido? Onde estará o dinheiro? As empresas continuam a fechar e o desemprego a aumentar. Então mas esses fundos não eram para ajudar a combater a crise? Os professores continuam insatisfeitos, ao contrário do que se diz não por causa da avaliação mas por causa da forma de avaliação, docentes a avaliar docentes? Será esse o método mais correcto? Algumas instituições continuam a comprar carros topo de gama; estamos ou não em contenção de despesas? Ou será que isso só para alguns bolsos? O Senhor Primeiro Ministro sente a crise? Tem que abdicar de alguma coisa porque o seu salário não lhe permite obter o que deseja? Poderia enumerar mais uns quantos exemplos da realidade do país em que vivemos e não o que o Governo pinta como sendo o país das maravilhas, em qual poucos já acreditam.

Como reagiriam os nossos antepassados a esta situação? Fariam promessas que não poderiam cumprir ou lançavam-se ao mar para mais uma vez dobrar o cabo das tormentas?

 

SOMOS UM PAÍS TROPICAL

Por: Catarina Machado

15/01/2009

Seremos um país tropical? Levanto a questão para discussão, mas vou já prontamente responder. Somos! Somos tão tropicais e estamos tão habituados ao calor do Verão que a Protecção Civil consegue dar resposta à calamidade dos incêndios florestais, tendo planos de emergência de excelência para a evacuação de aldeias e alimentação de quem combate os fogos, mas quando as temperaturas baixam e o frio se faz sentir a mesma instituição falha.

Cai neve em Portugal e cortam-se estradas em minutos quando se deviam abrir acessos com camiões limpa-neve e sal para levar crianças e jovens a casa. As escolas fecham. Avisa-se os idosos e pede-se cuidado com as crianças, aconselha-se que se use roupa quente porque vão estar temperaturas negativas no Norte do país, mas não se consegue arranjar meios para as aldeias não ficarem isoladas, não se pensa que a alimentação de alguns destes idosos é feita por instituições que diariamente se dirigem aldeia a aldeia, casa a casa fazendo um serviço solidário. Nestas alturas resta-lhes pedir ajuda a outrem provido de viaturas todo o terreno. Os trabalhadores vão mais cedo para casa com medo de ficarem retidos na neve. Houve fim-de-semana prolongado para muitos e outros ficaram presos nos locais de trabalho, o lar ficou cada vez mais longe para muitos.

 O meu carro ficou atravessado numa via por causa da neve, não consigo move-lo a quem devo ligar para me auxiliar? À assistência em viagem, ao 117, número nacional de Protecção Civil, ao 112, número nacional de emergência, aos Bombeiros da Região ou à Brigada de Trânsito da GNR? Não sei a quem devo ligar. Mas sei que se experimentar um destes números, a batata quente vai andar de mão em mão, de instituição para instituição e eu vou continuar ali, no meio da estrada.

 Na minha humilde opinião, como de cidadã portuguesa, somos um país que se habituou apenas a um estado de tempo, o calor. Não estamos habituados ao frio, o país parou só para ver cair a neve. E a Autoridade Nacional de Protecção Civil não se preparou previamente para esta situação.