Por: Joana Vieira
2009 foi um ano negro para os incêndios em Portugal. Os dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) indicam que o número de área ardida supera a dos últimos quatro anos. Em território nacional, e até Setembro, arderam cerca de 77 mil hectares, sendo que 72 por cento se refere a matos, o que significa que houve um menor impacto sobre a floresta. Paulo Fernandes é investigador e elemento do Grupo de Fogos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e integra um estudo internacional sobre a resistência de algumas espécies de pinheiros aos fogos. Com a duração de quatro anos, o estudo caminha para o seu fim, mas o balanço é “positivo”. Paulo Fernandes acredita que se houver uma maior consciencialização por parte das pessoas na limpeza dos matos ou florestas luta-se para que o verde do país não se torne cinza. Com um financiamento por parte da Comissão Europeia que ronda os 12 milhões de euros e co-coordenado pelo Departamento Florestal da UTAD, este projecto insere-se numa “filosofia de abordagem” diferente e com um carácter singular, o uso do fogo no combate aos incêndios.
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